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Carta aberta de Carlos Bernardo

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Há homens que não herdaram nada. Nem sobrenome forte, nem riqueza, nem privilégio. Eu herdei apenas duas coisas do meu pai, dignidade e honra.

Comecei a trabalhar com apenas 5 anos de idade. Trabalhei na roça ajudando minha família, vendi sorvete em carrinho de mão, engraxei sapatos, carpi terrenos, fui boia-fria ainda criança. E, mesmo assim, junto com meus irmãos, quase passamos fome e frio. Isso não é só lembrança, isso é raiz, isso é caráter.

Na adolescência, perdi minha mãe. E ali a vida me colocou à prova. Saí de casa, enfrentei dificuldades, vivi momentos duros, conheci a dor e a humilhação, comi o pão que o diabo amassou. Fui humilhado muitas vezes, mas nunca perdi a fé e nunca perdi a esperança.

Continuei trabalhando, estudando, lutando. Me formei em Direito e Administração. Cada conquista veio com suor, sacrifício e determinação. Eu não herdei nada de ninguém. Nem herança, nem império. Tudo o que tenho, eu construí.

Talvez não seja o maior, mas é grande o suficiente para sustentar, com dignidade, meus nove filhos e gerar oportunidade para mais de 600 colaboradores. E isso não veio de sorte. Veio de trabalho duro, de portas fechadas, de noites sem dormir e de uma fé que nunca se abalou.

Quem constrói do zero sabe o valor de cada conquista, sabe o peso de cada decisão, sabe o que é cair e levantar mais forte. E é por isso que eu estou aqui hoje. Porque a minha história não é só minha ela representa milhares de homens e mulheres que acordam cedo, trabalham duro e nunca tiveram oportunidade.

O meu projeto não é sobre poder. É sobre representar quem nunca foi representado.

É sobre levar para Brasília a voz de quem foi esquecido, o trabalhador, o produtor rural, o pequeno empreendedor, o jovem que sonha, o pai e a mãe de família que lutam todos os dias.

Eu defendo com firmeza o agronegócio, que é a força do nosso estado e do Brasil. Mas também defendo, com o mesmo respeito, a agricultura familiar, os pequenos produtores e os assentamentos, porque acredito em uma reforma agrária que funcione de verdade, que dê dignidade, estrutura e oportunidade para quem quer produzir.

Defendo também, com responsabilidade, os interesses dos povos indígenas e das comunidades quilombolas, porque desenvolvimento de verdade é aquele que inclui todos.

Acredito na educação como caminho de transformação, porque foi através dela que eu consegui mudar minha história.

E acredito na saúde como prioridade. Por isso, sigo firme na luta pela construção do Hospital Binacional de Fronteira Interamericano, um projeto que vai salvar vidas, gerar empregos e transformar a realidade da nossa região.

Mato Grosso do Sul vive um novo momento, com a força do agro, com a chegada de grandes investimentos e com a rota bioceânica abrindo caminhos. Mas esse desenvolvimento precisa chegar na ponta, precisa chegar no povo.

O Projeto 2026 2.0 não é só uma candidatura, é um compromisso. Compromisso com o desenvolvimento, com a geração de empregos, com a educação, com a saúde e com a dignidade da nossa gente.

Eu não vim de berço de ouro. Eu vim da luta.

E é com essa história, com essa verdade e com essa coragem que eu sigo firme… rumo a Brasília.

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