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CARLOS BERNARDO GANHA FORÇA E REACENDE SONHO DE PONTA PORÃ VOLTAR À CÂMARA FEDERAL APÓS 32 ANOS

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Candidato do 4455 cresce mais de quatro vezes em pesquisa e entra no radar da disputa por uma das oito cadeiras de Mato Grosso do Sul em Brasília

PONTA PORÃ (MS) — A eleição de 2026 começa a ganhar contornos históricos para Ponta Porã. Depois de 32 anos sem eleger um deputado federal, o município volta a enxergar uma possibilidade concreta de recuperar representação direta na Câmara dos Deputados — e o nome de Carlos Bernardo, candidato pelo União Brasil, número 4455, aparece cada vez mais no centro dessa movimentação.

O crescimento do candidato chama atenção. Na mais recente pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência, Carlos Bernardo alcançou 1,3% das intenções de voto na modalidade espontânea, quando o eleitor cita livremente o nome de sua preferência. Em maio, o candidato registrava 0,3%.

Na prática, o percentual representa um crescimento de mais de quatro vezes em poucos meses, colocando Bernardo entre os nomes que passaram a ganhar visibilidade na corrida pelas oito vagas destinadas a Mato Grosso do Sul na Câmara Federal.

Fronteira volta ao centro do debate

O avanço de Carlos Bernardo ganha uma dimensão especial por sua ligação com Ponta Porã e a região de fronteira, onde a busca por maior representação política em Brasília é uma reivindicação recorrente.

A cidade não elege um deputado federal desde 1994, quando Oscar Goldoni chegou à Câmara dos Deputados. Três décadas depois, a possibilidade de Ponta Porã voltar a conquistar uma cadeira federal começa a movimentar o cenário político regional.

A candidatura de Bernardo tenta transformar esse sentimento em uma bandeira política: a fronteira quer voltar a ter voz própria em Brasília.

Disputa dentro da União Progressista

Na pesquisa do Ranking, Carlos Bernardo aparece com 1,3% entre os nomes da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. À frente estão Rose Modesto, com 3,6%, e Geraldo Resende, com 2,4%. Bernardo aparece à frente de outros nomes da federação, como André Matsushita, Dr. Luiz Ovando e Dagoberto Nogueira.

Embora os números ainda estejam distantes de indicar uma eleição garantida, o resultado mostra que o candidato entrou no radar da disputa e passou a disputar espaço com nomes que já possuem trajetória política e mandato.

ELEIÇÃO AINDA ESTÁ ABERTA

Outro dado chama atenção no levantamento: existe um grande contingente de eleitores que ainda não definiu sua escolha.

A pesquisa foi realizada entre 4 e 9 de setembro, ouviu 2 mil eleitores com 16 anos ou mais em 30 municípios de Mato Grosso do Sul, apresenta margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MS-09894/2026 e BR-08288/2026.

Esse cenário mantém a disputa aberta e aumenta a importância da reta final da campanha, especialmente para candidatos que buscam ampliar sua presença no interior e conquistar votos fora dos grandes centros.

DE PONTA PORÃ PARA BRASÍLIA

Carlos Bernardo vem apostando em uma campanha com forte presença no interior e discurso voltado a temas como saúde, desenvolvimento regional, infraestrutura, geração de empregos e fortalecimento da região de fronteira.

Para seus apoiadores, a eleição representa mais do que a conquista de um mandato. Trata-se da possibilidade de Ponta Porã recuperar protagonismo político em Brasília depois de mais de três décadas.

A matemática eleitoral, entretanto, ainda está em aberto. A pesquisa retrata o momento e não representa previsão do resultado final.

Mas uma coisa já mudou no cenário: Carlos Bernardo deixou de ser apenas um nome novo na disputa e passou a aparecer nas pesquisas como um candidato que começa a incomodar os concorrentes tradicionais.

32 ANOS DEPOIS, A FRONTEIRA QUER UMA NOVA VOZ

A pergunta que começa a ganhar força em Ponta Porã é direta:

Depois de 32 anos, a fronteira finalmente terá novamente um representante eleito para a Câmara Federal?

A resposta será dada nas urnas.

Até lá, a ascensão de Carlos Bernardo transforma a disputa por uma vaga em Brasília em um dos capítulos políticos mais acompanhados da região de fronteira.

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